Área da Freguesia: 75,71 Km2

Habitantes :10 696
(Fonte: http://www.ine.pt/)

Localização: Situa-se a 12 Km de Santiago do Cacém. Ocupa 75.71 km2 do território do município.
Na aldeia de Santo André, sede da freguesia, estão localizadas a igreja Matriz e a ermida em honra de Nossa Senhora da Graça.

Em Vila Nova de Santo André, maior aglomerado populacional do concelho surgido como suporte ao Complexo Industrial de Sines, encontram-se bons locais de lazer e desporto.

É também a esta freguesia que pertence a Costa de Santo André, Deixa-o-Resto, Azinhal , Giz e Brescos.
Santo Padroeiro: Santo André

Património Arquitectónico:

Arquitectura Religiosa - Igreja Paroquial e Igreja da Senhora da Graça

Arquitectura Utilitária - Fonte de Santa Clara

Património Natural:

Reserva Natural da Lagoa de Santo André

A Lagoa de Santo André é historicamente referenciada desde tempos remotos, primeiro como porto natural com barra aberta e posteriormente como lagoa, após a formação do cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico.

Alimentada por seis ribeiras, a lagoa é constituída por uma bacia central com uma superfície de cerca de 150 ha, podendo atingir os 350 ha no inverno.

Em meados do século XVIII os terrenos desocupados de água com a abertura da lagoa ao mar, eram semeados de trigo, feijão e linho. Hoje a ligação temporária com o mar permite a limpeza dos sedimentos, renovação da massa de água e a entrada de espécies piscícolas oriundas do meio marítimo.

Assumindo a qualidade da água enorme importância, não só para as espécies que aí se desenvolvem como para usufruto balnear, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém através do seu Laboratório, faz um controlo da qualidade das águas analisando-as periodicamente.

Por volta de 1855 pescadores de Ílhavo e respectivas famílias chegaram à Costa de Santo André, construíram cabanas e armazéns de colmo e caniço e devido à abundância de sardinha no mar (no verão) e outro peixe na Lagoa (no inverno) terão estabelecido duas companhas com lavradores da região, praticando a arte xávega.

Ainda hoje as enguias da Lagoa de Santo André são consideradas das melhores do país com as quais são confeccionadas algumas das especialidades locais, o ensopado e a caldeirada de enguias, orgulho da gastronomia local.

A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias. Foi declarada pela Comunidade Europeia, Zona de Protecção Especial para a avifauna e sítio RAMSAR sobre zonas húmidas de importância internacional. Integra também a Rede Natura 2000. Devido à sua excepcional importância ornitológica, faunística e florística foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto.

Barragens:

Destaque especial para as barragens de Campilhas e Fonte Serne situam-se a cerca de 20 a 30 quilómetros do litoral, respectivamente. A sua principal utilidade está associada à rega e ao consumo.

A barragem de Fonte Serne surge do aproveitamento de um troço da Ribeira de Vale Diogo que desagua no Rio Sado. É uma barragem de terra com uma área de albufeira de 105 ha e 17,5 m de altura. Aí pode-se praticar natação, remo, vela e pesca, encontrando-se espécies como a achigã, o barbo e a carpa.

A barragem de Campilhas, construída em 1954, aproveita o troço da Ribeira de Campilhas desaguando igualmente no Rio Sado. A sua albufeira é partilhada pela freguesia do Cercal do Alentejo e de Vale de Água. É também uma barragem de terra com 35 m de altura e 417 ha de área. Aí pode-se praticar natação, remo, vela e também pesca, onde se encontra mais variedade de pescado como a achigã, o barbo, a boga, o bordalo, a carpa, a perca e o pimpão.

Tendo em conta o desenvolvimento e a salvaguarda ambiental, elaborou a Câmara Municipal o Plano de Ordenamento destas duas albufeiras, com o objectivo do seu aproveitamento recreativo e turístico complementares. Com este, pretende a Câmara Municipal de Santiago do Cacém dispor de instrumentos de planeamento eficazes para a implementação e o correcto desenvolvimento do turismo de interior apoiado em barragens.

A instalação de equipamentos turísticos, colectivos, e a recuperação de montes alentejanos nas suas envolventes, serão um importante contributo para o desenvolvimento económico da região, permitindo assim ao visitante desfrutar de toda esta riqueza paisagística.

Espaço ímpar em condições ideais para o sucesso de umas boas férias, para quem anseia um contacto mais directo com a Natureza.

Produtos Regionais:

Cerâmica e fabrico de cestos

Gastronomia:

Ensopado de Enguias

Teatro:

Grupo de Teatro GATO SA

Telefones Úteis:

Junta de Freguesia de Santo André - 269 751 988

Bombeiros Voluntários - 269 758 999

Paróquia de Santa Maria - 269 758 383

Centro de Convívio - 269 75 414

Centro Cultural - 269 752 920

Centro Equestre - 269 751 235

Badoka Parque - 269 744 492

Centro de Acolhimento de Aves (núcleo da Quercos) - 269 744 133

Centro de Saúde - 269 752 799

Posto de Divulgação Cultural (Mercado Municipal) - 269 744 632

Farmácias

Fontes - 269 708 140

Mendes - 269 759 020

CTT - 269 708 080

GNR - 269751 223

Posto de Turismo da Costa de Santo André - 269 749 555

 

A ocupação desta freguesia remonta ao tempo do neolítico como o atestam os materiais arqueológicos recolhidos no lugar do Areal. A idade do Bronze também deixou vestígios de ocupação nas Casas Novas e Cerradinha, margem Este da lagoa de Santo André.

Foram identificados na freguesia, pelos arqueólogos Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva, sítios romanos, como a Figueirinha e Cascalheira.

A sua formação é de origem medieval, devendo-se à Ordem de Santiago que era quem apresentava o pároco da igreja da freguesia.

Além da aldeia de Santo André, a freguesia compreendia no século XVIII (1758) três pequenas aldeias: aldeia de Azilhal, com 10 vizinhos, aldeia do Giz com vinte vizinhos e a aldeia de Brescos com 24 vizinhos.

Com o terramoto de 1755, a freguesia "padeceu muita ruína", especialmente nas casas dos moradores, na residência do pároco e na própria igreja, que ficou por consertar até princípio do primeiro quartel do século XIX.

À volta da igreja realizava-se anualmente uma feira no dia 30 de Novembro que chegou a render, segundo o padre António Macedo " 24$000 réis de terrado, que se aplicava para a fábrica".

Por volta de 1855 pescadores de Ílhavo e respectivas famílias chegaram à Costa de Santo André, "no recenseamento da população do ano de 1863, existiam na praia de Santo André 6 fogos com um total de 18 pessoas. Havia 9 homens que se dedicavam à profissão de pescadores" relata os "Annaes do Município" de 1869, construíram cabanas e armazéns de colmo e caniço e devido à abundância de sardinha no mar (no Verão) e outro peixe na Lagoa (no Inverno) terão estabelecido duas companhas com lavradores da região, praticando a arte xávega. Pela fonte acima referida, a Câmara Municipal exercia o seu domínio sobre a lagoa, pois já em 1685 a autarquia a arrendou durante o período de três anos pela quantia de 18$500 réis. A lagoa continuou arrendada a particulares até ao ano de 1975, após esta data passa para a gestão do Gabinete da Área de Sines.

Em 1957 surgiram no meio das barracas dois restaurantes. E a partir de então começou a desenvolver-se um aglomerado populacional que ocupou a duna primária

Para tornar a Lagoa de Santo André um local privilegiado para quem procura a natureza, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém promoveu a desocupação da duna primária da Costa de Santo André, do caos urbanístico que se agravou na década de 70 durante a vigência do Gabinete da Área de Sines, criando um novo loteamento destinado a realojamento das famílias até então residentes na duna.

A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias. Foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto.

Nos meados dos anos 70 começaram a radicar-se na freguesia, na zona do Areal, centenas de famílias atraídas pela oferta de trabalho que o Complexo Industrial de Sines oferecia.

O então Centro Urbano de Santo André caracterizou-se durante anos pela falta de infra-estruturas e equipamentos colectivos. Com a extinção do gabinete da Área de Sines as autarquias passaram a gerir o centro urbano e a situação começou a alterar-se com o desenvolvimento integrado na freguesia, com a radicação dos seus dos seus habitantes e renovação urbana que lhe foram dando uma nova e agradável imagem.

O Centro Urbano foi elevado à categoria de vila, com a designação de Vila Nova de Santo André a 20 de Junho de 1991 e elevada a Cidade a 1 de Julho de 2003.